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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Akuku "Danger"

Polígamo queniano que teve mais de cem mulheres morre aos 92 anos

"Sou chamado de Danger porque eu derrotei muitos homens", disse Akuku em uma entrevista à BBC, em 2000. "Eu era muito bonito e assim eu tive muitas mulheres."

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domingo, 29 de agosto de 2010

Sean Connery

10 Filmes de Sean Connery

Sean Connery completou 80 anos neste mês e o Listas de 10 preparou uma lista de 10 filmes em que o actor participou:
  1. 007 Contra o Satânico Dr.No
  2. O Homem que Queria ser Rei
  3. Até os Deuses Erram
  4. Os Intocáveis
  5. A Colina dos Homens Perdidos
  6. Marnie, Confissões de uma Ladra
  7. Robin e Marian
  8. O Nome da Rosa
  9. Encontrando Forrester
  10. Indiana Jones e a Última Cruzada
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sábado, 7 de agosto de 2010

Marê Chica

MARÊ CHICA de Tarrafal de Saninklau, NASCIDA aos 100 de idade

Juntamo-nos ao Zé Cabral, no seu apelo:
"… Não tem jeito, Nhâ Marê Chica - Nhánha para os filhos, que ser registada. Quer ser, existir. Quando partir, deixar prova de sua passagem pela terra. Não quer ser passageiro clandestino. Marê Chica, não existe, não conta. Tem direito a ser, caramba. UM REGISTO TARDIO RESOLVE. Vai para dois anos, que ela e eu corremos atrás. Tanta burocracia… Quem sabe, não chega a velhaca da morte, e Marê Chica, parta antes de nascer, sem nunca ter existido.

Por uma questão de dignidade humana, por favor ajudem-me a proporcionar a nhâ Marê Chica o direito de existir. Em vida, claro está. Depois,… não valerá a pena."

Veja o artigo completo aqui. Leia mais...

domingo, 18 de abril de 2010

Rose Garden


Artist: Anderson Lynn
Song: Rose Garden
Album: Golden Classics Edition

I beg your pardon,
I never promised you a rose garden.
Along with the sunshine,
There's gotta be a little rain sometimes.
When you take, you gotta give, so live and let live,
Or let go.
I beg your pardon,
I never promised you a rose garden.

I could promise you things like big diamond rings,
But you don't find roses growin' on stalks of clover.
So you better think it over.
Well, if sweet-talkin' you could make it come true,
I would give you the world right now on a silver platter,
But what would it matter?
So smile for a while and let's be jolly:
Love shouldn't be so melancholy.
Come along and share the good times while we can.

I beg your pardon,
I never promised you a rose garden.
Along with the sunshine,
There's gotta be a little rain sometimes.

I beg your pardon,
I never promised you a rose garden.

I could sing you a tune or promise you the moon,
But if that's what it takes to hold you,
I'd just as soon let you go, but there's one thing I want you to know.
You better look before you leap, still waters run deep,
And there won't always be someone there to pull you out,
And you know what I'm talkin' about.
So smile for a while and let's be jolly:
Love shouldn't be so melancholy.
Come along and share the good times while we can.

I beg your pardon,
I never promised you a rose garden.
Along with the sunshine,
There's gotta be a little rain sometimes.

Cowboy Lyrics
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domingo, 11 de abril de 2010

Demis Roussos

Demis Roussos

Demis Roussos, nome artístico de Artemios Ventouris Roussos, (Alexandria, 15 de junho de 1946) é um cantor grego, nascido no Egipto. Artemios acabou sendo abreviado para Demis.

Filho de pais expatriados (George e Olga), tanto ele quanto os pais nasceram no Egito. Demis nasceu e foi criado em Alexandria. Três anos depois de nascimento nasceu seu irmão Costandinos. O cantor foi fortemente influenciado pela música árabe. Aos dez anos de idade, fã do estilo jazz, aprendeu a tocar trombeta. Depois que seus pais perderam tudo, a família voltou para a Grécia, após a Crise do Canal de Suez, quando Demis tinha quinze anos. Sua mãe, Olga, é mais conhecida pelo nome artístico de Nelly Mazloum.

A partir de então, Demis participou de vários grupos musicais. O primeiro, com dezessete anos, The Idols, quando ele tinha de trabalhar para sustentar sua família. Já nesse grupo Demis começou a destacar-se como cantor, a partir do momento no qual foi solicitado para substituir o vocalista, que estava cansado, para cantar algumas músicas (o que começou com "The House of the Rising Sun" e "When a Man Loves a Woman").

Wikipedia
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Pád Maur (2)

Frei Mauro Cismondi


Referências, segundo o blog dos Irmãos Capuchinhos de Cabo Verde:
  • Nascimento: 20/05/1919
  • Noviciado: 18/07/1937
  • Votos Temporários: 19/07/1938
  • Votos Perpétuos: 30/07/1941
  • Ordenação: 04/02/1945
  • Falecimento: 08/03/2010
Foto: Condecoração pelo presidente da República, Pedro Pires (sapo.cv) Leia mais...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pád Maur

Faleceu aos 91 anos o padre Mauro

Veja a notícia aqui.

Sem dúvida um grande homem. Que o diga o povo de S. Nicolau, ilha onde também ele deu o seu grandioso contributo para o desenvolvimento material e espiritual do homem caboverdiano.

Paz pa sê alma! Leia mais...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Alexandre Delgado

Alexandre Delgado estreia com "Menininha de São Nicolau"

O artista Alexandre Delgado apresenta nesta sexta-feira, 4, o seu CD de estreia "Menininha de São Nicolau", na Fnac do Chiado, em Lisboa. Nos dias 5 e 6 o artista repete a dose nos Fnac Alfragide, Almada e Vasco da Gama.

Leia a notícia completa no Asemanaonline.

Alexandre Gualdino Delgado, nasceu no dia 2 de Março de 1967 no Tarrafal, ilha de São Nicolau e cresceu na ilha de S. Vicente. Cresceu numa família de músicos e cedo também despertou o interesse pela música com a ajuda dos irmãos mais velhos. Em 1987 emigrou para os Açores, ilha do Faial a convite do irmão Tomás Delgado, para trabalhar na sua empresa de pesca.

In blog do artista. Leia mais...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fidjinha Játa

Que figura!

Quem não se lembra dessa figura!
Esbelta, misteriosa, de trajes incomuns, sempre com um pau na mão, deambulando pelas ruas da vila da Ribeira Brava.
Temida por todos, embora não faltasse uma criança mais corajosa para a desafiar mas sempre correndo com medo de apanhar uma paulada.

Ninguém sabia de onde vinha nem por onde iria.
Às vezes parecia calma e serena, outras vezes parecia agitada como um pássaro à procura de abrigo, e pronunciava palavras muitas vezes indecifráveis embora muitos diziam que ela era uma mulher culta.
A figura era de uma guerreira ambulante, sempre pronta a se defender dos que da sua figura queriam se divertir.

Mas de repente ela me fez lembrar uma grande figura
Vi nela Deus carregando a sua cruz, deambulando também pelas nossas ruas, onde ninguém se apercebeu.

Júlia Almeida
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Miriam Makeba

04.Mar.1932 – 10.Nov.2008


Cantora sul-africana, também conhecida como "Mama África" e grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid na sua terra natal.

Makeba começou a carreira em grupos vocais nos anos 50, interpretando uma mistura de blues americanos e ritmos tradicionais da África do Sul. No fim da década, apesar de vender bastantes discos no país, recebia muito pouco pelas gravações e nem um cêntimo de royalties, o que lhe despertou a vontade de emigrar para os Estados Unidos a fim de poder viver profissionalmente como cantora.

Wikipédia


Ficará para sempre na nossa memória, quanto mais não seja pela homenagem que lhe prestei ao colocar o nome Miriam à minha filha.

Uma das musicas que mais me marcou foi sem dúvida, Pata Pata.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Nhô Móne Tau

Quem era esse tal Mano Tau? Estará curioso o leitor amigo!

Figura muito singular, a desse homem que conheci durante a minha meninência, quando me deslocava à sua velha carpintaria, situada num sobrado abandonado, no Alto do Pasmatório (local onde existe uma Igreja protestante), para lhe dar algum recado do papai, ou, simplesmente, para admirar os trabalhos que ele fazia com a madeira, nomeadamente, violas, violões, cavaquinhos, rabecas e outros instrumentos musicais.

Da última vez que o visitei, foi para saber se já colara as per-nas da cadeira de balanço de papai coisa da sua estimação e que, dias-há, estava na sua oficina aguardando uma folga do artista, a chegada do grude de São Vicente ou boa disposição.

O Mano era um homem de mil ofícios: carpinteiro, relojoeiro, mecânico e muito mais. Na sua atravancada oficina e residência, ele corria de um lado para outro, por entre os montões de cavacas e de serraduras de aromáticas madeiras da Guiné. No ar havia sempre aquele cheiro a grude acabado de cozer em banho-maria, a vernizes e a tintas.

Nas paredes viam-se penduradas as ferramentas, os moldes em papel, as facturas e até calendários de anos já passados. Havia um, de mil novecentos e quarenta, vindo da América e com uma vista da Estátua da Liberdade.

Mano Tau era um homem robusto, atarracado mesmo, já com os cabelos e barba brancos, trazendo, quase sempre, por detrás da orelha direita, um lápis amarelo de ponta grossa daqueles que os carpinteiros usavam.

Na orelha esquerda viam-se os restos de um cigarro morto, manchado de nicotina e retorcido. O Mano necessitava das suas duas mãos para colar a barriga ou as almas dos instrumentos musicais que reparava, e o cigarro, feito com tabaco da marca Gool, ficava guardado atrás das suas largas orelhas.

Esse homem sempre me impressionou positivamente, desde a minha meninice, pela sua viva inteligência, pela sua habilidade manual e entusiasmo postos na feitura das coisas, das mais simples às mais complicadas, sempre movido por um grande sentido prático da vida.

De trato afável, muito conversador e amigo da pequenada, que andava à sua volta para apanhar os restos das madeiras para os carrinhos de brincar, ou pedindo-lhe que fizesse, no seu torno, um pião de pau de laranjeira para as nossas brincadeiras. Mano Tau agradava a todos, dos mais novos aos mais velhos.

Consertava os relógios de quaisquer marcas, de pulso, ou de algibeira, os gramofones americanos com as cordas partidas, as ventoínhas e até as telefonias a última palavra da técnica de então. Vestia-se, quase sempre, calças de ganga azul de suspensórios, que recebia de um tio da América, camisa de xadrez e gostava de beber o seu cálice de groguinha, na sua oficina ou nos botequins, acompanhado de algum amigo ou freguês satisfeito.

Hoje, penso que, se fosse dado ao Mano Tau uma oportunidade para estudar (o homem que inventou uma máquina automática para medir os tecidos nas peças durante os balanços anuais), poderia ter sido um cientista ou, quiçá, um artista de renome. Infelizmente, quantos rapazes com talentos, como esse, ficaram pelo caminho! O ensino não era para todos...

O Mano foi uma dessas criaturas perdidas no espaço e no tempo! Paciência, já faleceu! Foi esse artista que, empoleirado no alto das escadarias da torre da Sé, por entre as rodas dentadas, roldanas, pesos e engrenagens várias e com dois grogues na asa, tomados no botequim da esquina do Terreiro, tentava consertar os delicados mecanismos desse secular relógio, que fazia parte da história e das vidas das gentes da calma Estância – uma vila situada no vale da Ribeira Brava onde nasceu o autor.

A reparação do relógio era um árduo trabalho para o Mano Tau, pela exiguidade de espaço do trabalho e que certamente lhe tomaria quase toda a manhã. Ao descer o último degrau da escadaria de acesso à torre, e ao pisar o chão de lajes de pedra da porta da Igreja, trazia naquele rosto cândido e simples de um homem bom um nítido sinal de contentamento do dever cumprido.

Sabia que as badaladas desse antigo relógio eram as únicas marcas no tempo para aquela pobre gente, sem mais referências que não fossem o assomar e o cambar do Sol, todos os dias, lá para os lados do Morro do Lombinho ou do Monte da Centinha. Falei com o Mano Tau, no Largo do Terreiro, à sombra das frondosas amendoeiras bravas carregadinhas de frutos encarnados, debicados pelos pardais de coqueiros, vindos do Tanchon.

O suor escorria-lhe pelo rosto, sempre por barbear, onde os pêlos brancos já eram predominantes. Ele explicava a todos os curiosos, onde eu me incluía, os trabalhos complicados para ”pôr aquela geringonça nos eixos”, enquanto enxugava a cara com um lenço amarrotado e amarelado pelo pó e uso prolongado.
Mano? Nhô Mano, vai uma groguinha?

Era o chamamento de um dos comerciantes do Largo do Terreiro, seu reconhecido amigo de velhos tempos...

Vou já aí ter! Era a sua voz rouca, acompanhada pelo incessante gesticular dos braços.

O Mano continuava a falar aos mais curiosos, e eram muitos.

Após a trabalheira de hoje, o malvado do relógio está aí para durar. Ainda ele vai ficar a bater horas, quando o meu e vosso relógio o de dentro do peito,- o coração parar de vez, mais tempo, menos tempo! Sim ele também pára um dia...

Momentos depois, o velho relógio batia as doze badaladas do meio-dia. O som vinha do alto da torre, através da grade de ferro enferrujado, protegendo um sino de cor esverdeada. Como era hábito na terra, as pessoas idosas, as mais crentes, rezaram em surdina:

"Ave Maria, Cheia de Graça..."

Adriano Gominho – Caminho Longe de S. Tomé
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fidjinha Játa

Pela calçada da Ladeira vira subir uma das pessoas que mais medo me incutia, quando menino e moço. Um exemplo de longevidade, vivendo em condições extremamente precárias. Tratava-se da Fidjinha - vulgarmente conhecida como a Jata (a maluca).

Quando pequeno, eu brincava pelas ruas da Estância, como todas as crianças da minha idade e gostava de espreitar através das grades da Cadeia, situada no centro da Vila.

Da janela, os presos olhavam para mim e, de mãos estendidas, pediam-me cigarros. Lá dentro, reinava uma sinistra escuridão e um cheiro a mofo chegava até mim, vindo das grossas grades de ferro que retiravam a liberdade àquela gente de face amarelada. Além dos presos do delito comum, havia os malucos - os mais perigosos - e, por isso, detidos por precaução.

A Fidjinha nunca esteve detida pois não era pessoa calma, criatura inofensiva, pelo menos durante o dia. Andava mal vestida pelas ruas, rota, suja e com as pernas em chagas, que tapava com folhas de chaluteiras. Apoiava-se, quase sempre, num longo cajado e não falava o crioulo, mas sim um refinado português. Diziam que não era a voz dela, mas sim a de um espírito nela entranhado. Contava-se que, outrora, a Fidjinha fora uma senhora de boas famílias de esmerada educação e, por desgostos amorosos enlouquecera-se, havia um ror de anos.

Raras vezes andava de dia e, só quando o sol se punha por detrás do morro da Centinha, é que ela vadiava pelas ruas, acompanhada do seu inseparável e comprido cajado. Noutras ocasiões, normalmente quando a Lua estava cheia, trocava a sua habitual calma por uma agressividade sem limites, e, por qualquer "dá cá aquela palha", corria atrás dos garotos de cajado em riste, para os agredir.

Certa vez, fui comprar cigarros, a mando do papai, e tive o azar de me encontrar com a Fidjinha, numa altura em que a Lua estava redonda. Vi a pobre e doente mulher encostada à entrada de uma das vielas medievais, a única que ia dar à minha casa e impossível de se transpôr sem se ficar ao alcance do seu inseparável cajado já polido pelo uso, coisa que nunca largava.

Olhei para ela. Nesse dia, trazia os cabelos esbranquiçados, muito emaranhados e com algumas folhas secas e palhas à mistura, certamente caídas da árvore debaixo da qual passara a noite, como era seu hábito. Os seus olhos brilhantes numa face amarelada, as suas roupas em farrapos, as unhas compridas e sujas, os seus braços magros e compridos, o seu corpo esguio com as pernas salpicadas de feridas metiam-me pavor e nojo.

Pelo caminho, fui assobiando para afugentar o medo que me invadia. Engano meu! Quando passei por ela, senti as suas mãos agarrarem-me pelos ombros e o cajado zumbindo nos meus ouvidos. Corri, quase sem fôlego, até chegar à casa, com a Fidjinha Jata (maluca) no meu encalço.

Anos depois, mais precisamente, em 1994, volvidas mais de quatro décadas, para espanto meu, ela ainda vivia, velhinha e apoiada ao seu inseparável cajado de chaluteira. Posteriormente, vim a saber que já não pertence ao mundo dos vivos, mas guardo na alma o medo daquela mulher, que nunca a ouvira falar o crioulo, mas sim um refinado português, de fazer inveja a qualquer um, coisa dos espíritos - dizia a voz do povo...

Ainda hoje penso como foi possível a um ser, abandonado nas ruas, dormindo ao relento e sem qualquer assistência médica poder viver tantos anos?!. A Lua Cheia tinha uma grande influência naquela criatura, que, durante o resto do mês era uma pessoa tímida e recolhida no seu ego, a um canto de um muro qualquer!

Figuras Típicas de S.Nicolau
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amilcar Cabral

Amílcar Cabral (Bafatá, Guiné-Bissau, 12 de Setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político de Cabo Verde e da Guiné-Bissau
Filho de Juvenal Lopes Cabral e de Dona Iva Pinhel Évora, aos oito anos de idade, sua família mudou-se para Cabo Verde, estabelecendo-se em Mindelo (ilha de São Vicente), que passou a ser a cidade de sua infância, onde completou o curso liceal em 1943.

No ano seguinte, mudou-se para a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional, mas só por um ano, pois tendo conseguido uma bolsa de estudos, no ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após graduar-se em 1950, trabalhou por dois anos na Estação Agronómica de Santarém.

Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessube percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953 adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente. Suas atividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA.

Em 1959, Amílcar Cabral, juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri.

Em 1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada. Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da Operação Mar Verde, com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso.

Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros guineenses de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios." Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC. Após da morte de Cabral a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973. Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral, é nomeado o primeiro presidente do país.

Wikipédia
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pade Bernalde


Morreu padre Bernardo, em Lisboa

O padre Bernardo Soares morreu segunda-feira, no hospital de Santa Maria, em Lisboa, aos 71 anos, vítima de complicações cardíacas.
A diocese do Mindelo e os Salesianos de Lisboa estão a providenciar a trasladação do corpo do padre Bernardo para São Vicente, onde ele será sepultado provavelmente, na próxima semana.

Natural de Fajã, ilha de São Nicolau, onde nasceu a 20 de Outubro de 1935, Pe. Bernardo, como era por todos conhecido, estudou filosofia e teologia em Portugal e ali foi ordenado padre em 08 de Junho de 1968.

Passou depois pelo Seminário de São José, na Cidade da Praia, mais tarde por São Vicente como pároco de Nossa Senhora da Luz, por 12 anos.

Bernardo Soares lançou as bases do que é hoje o centro paroquial do Mindelo e providenciou a construção da capela do Lazareto.

Serviu a Igreja em Cabo Verde, em Timor e em Moçambique, de onde regressou, ao fim de sete anos, em 2005.

Antes de pedir resignação, em 2007, por razões de doença, foi pela terceira vez pároco do Mindelo.

Ainda em 2007 andou internado no hospital de São Vicente. Voltou ao mesmo estabelecimento hospitalar este ano por causa de problemas cardíacos que o vieram a matar em Lisboa, aonde chegou em Junho deste ano para intervenção cirúrgica.

A Câmara de São Vicente emitiu ao meio-dia de hoje um comunicado a lamentar a morte de Bernardo Soares e a pedir aos mindelenses que prestem uma “devida homenagem” ao homem sempre "portador de boas palavras".

Inforpress

Obs: Onde diz "71 anos", deveria ser "72 anos". Tendo nascido em 1935, o Pe Bernardo ia completar 73 anos em Outubro.

Grande Homem!
Deuze dal um skonse na sê alma! Leia mais...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nhontône Julinhe

António Julinho contado por Paulino Vieira

António Julinho, tratava dos ossos das pessoas, curava. Era da ilha de São Nicolau em CaboVerde.

Paulino Vieira, contou-me esta tarde, que todo o mundo tinha medo de ir lá e não dormia nada na véspera. Porque o Julinho, vendo uma perna mal, partia-a e depois curava-a.

Ele tinha uma técnica: contava uma história e de repente ZÁS, uma pancada no sítio certo e a pessoa, passado uns dias ficava boa.

O próprio Paulino passou pelas mãos de António Julinho, que era odiado pelos médicos locais, há uns 30 anos. Foi desautorizado pela mafiaria do sistema (é assim que o Paulino fala). E fechou-se em casa, até que um dia um amigo dele veio visitá-lo.

- Olha Julinho como não te deixam curar, fui a um médico, mas olha anima-te amigo!

- Espera aí, anda para trás, agora para a frente, volta para trás. Tu não estás bem, disse Julinho.

Então António Julinho, contava-lhe uma história e ZÁS, uma cacetada e parte a perna ao amigo.
Passado 3 dias o amigo estava bom.
António Julinho exerceu com o amigo antes de ser preso.

Na praia do Tarrafal, lá em São Nicolau, a areia cura os problemas de reumático, é o ideal para as vossas férias. Depois conto-vos pessoalmente umas histórias...

Antonio Julinho
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Alexandr Solzhenitsyn



Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn, em russo Александр Исаевич Солженицын, (Kislovodsk, 11 de Dezembro de 1918 — Moscou, 3 de agosto de 2008) foi um romancista, dramaturgo e historiador russo. Suas obras conscientizaram o mundo quanto aos Gulags, hediondo sistema de campos de trabalhos forçados existente na União Soviética. Ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1970, e foi expulso de sua terra natal em 1974.

Wikipédia

A face, entre os domos, fluída, a subir, para os minaretes
Iluminados de talha e lua, espera, porque alguém virá,
Alguém virá, homem ou anjo, cavalo de sombra, violinista
De cauda ou bailarina louca ou poeta sangrante. Alguém virá,
Em nome dos mortos, por sobre os crânios, as negras valas
Sem nome. Alguém virá e os astros beberão vodka, a neve
Beijará o Estio e todas as ínfimas coisas, a aranha no tecto,
O bolor na laje, os brincos esquecidos, a nódoa e o pente
Cantarão o último milagre da luz da manhã. Nada, nunca,
Apagará o lume na página, a brancura cruel da coragem.

Klatuu Niktos - Nova Águia
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pedrinho



Um descendente de Saninklau…

1962 – Pedro António Silva, filho de António Timóteo Silva e Constantina Silva, saiu de São Nicolau, mais precisamente da localidade de SKEMADA para o Brasil, “bá bská um vida mdjoooooooor…”

No Brasil, Pedro integrou-se numa comunidade em São Paulo, onde mais tarde viria a casar-se com a brasileira Vera Lúcia, dando fruto a dois rapazes, Pedro Alves Silva e Paulo Silva.

Mais tarde, Pedro António Silva viria a falecer sem nunca regressar à sua terra natal, deixando os filhos ainda menores e na idade pré-escolar.

Sem muita referência das origens do pai, Pedro cresceu com a mãe, sempre na espectativa de um dia conhecer os familiares e a terra do pai, que, para ele, apenas era africano, natural de Cabo Verde.

No início de 2008, Pedro Silva, na vontade de conhecer as suas origens, lançou um "SOS" pela internet no ORKUT, pedindo informação sobre seus familiares. Uma caboverdiana atenta "Kris" investigou e descobriu uma tia na Ilha de S. Nicolau, Maria Silva. Accionou os contactos entre ambos e no mês de Março Pedrinho Limpeza, como é conhecido visitou Cabo Verde e encontrou familiares na cidade da Praia, em S. Nicolau e na Ilha do Sal.

Homem humilde e amigo dos familiares e amigos, demonstrou ser um cabo-verdiano/brasileiro com vontade de ver o mundo melhor…

Texto: Pedro J. Silva

Depoimento

Olá fiquei muito feliz de conhecer a terra natal de meu pai, e confesso que fiquei surpreso com o que encontrei.

Uma terra linda, com um contraste visual, cultural e social enexplicável.

Um povo feliz, solidário e amigo, um país que pelo simples fato de ser pequeno te acolhe como um abraço de uma mãe que a vários dias não via o filho, um país maravilhoso.

Em CV encontrei, familiares que não conhecia, tia, primos e filhos de primos, parentes que nunca tinham se encontrado mas parecia que tinhamos vivido todas as nossas vidas juntos, encontrei também, pessoas especiais, que fizemos amizades que permanecerá pela eternidade, amizade verdadeira.

Eu nunca poderia imaginar que o sonho da minha vida, que era conhecer a terra natal de pai, pudesse me proporcionar tamanha alegria, que vai permanecer na minha mente e no meu coração.

É com certeza que digo, que em breve voltarei a CV, para rever essa terra linda, parentes e amigos.

E com certeza sou mesmo um Caboverdiano/Brasileiro.

Pedro A. Silva
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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Baltazar Lopes




Wikipédia

Baltasar Lopes da Silva (Caleijão, São Nicolau, 23 de Abril de 1907 — Lisboa, 28 de Maio de 1989) foi um escritor, poeta e linguista de Cabo Verde que escreveu em português e em crioulo.

Foi, com Manuel Lopes e Jorge Barbosa, fundador da revista Claridade. Em alguns dos seus poemas usou o pseudónimo Osvaldo Alcântara. O seu romance mais conhecido é Chiquinho (1947). Escreveu também uma descrição dos crioulos de Cabo Verde, O Dialecto Crioulo de Cabo Verde, Lisboa, Imprensa Nacional, 1957. Leia mais...